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Marcelo Specie. Tecnologia do Blogger.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Whitesnake e Judas Priest, uma noite de gala do hard rock e do heavy metal em SP
10 de setembro do ano de 2011. Última chance de ver os monstros do heavy metal nesta que se nomeia sua derradeira turnê mundial e mais uma vez tendo Covardale e sua trupe Cobra Branca como convidados da noite de gala (A última vez foi em 2005, sendo que em 2008 as duas retornaram em datas separadas).
O palco escolhido desta feita foi o Arena Anhembi cujo qual logo a noite se ensaiou formar uma chuvinha torrencial onde ficou apenas na promessa. Eis que a respeitável dobradinha tem inicio pontualmente as 20:00 hrs com Whitesnake destilando o grande hit “Best Years” de seu penúltimo disco de estúdio onde logo de cara percebeu se uma marcante diferença aos ouvidos dos mais atentos e seria perceptível mais em massa nas demais canções a seguir. Estavam todas um tom abaixo. A banda que atualmente acompanha Dave é de uma maestria incomparável, fato, porém Mr. Covardale notoriamente não é mais o mesmo. “Give Me All Your Love”, uma das canções que mais me faziam pogar estava...morna.
Os agudos de nosso “mestre amor” não tinham mais alcance fazendo o apelar pros guitarristas e a platéia que parece não ter ajudado muito. Mas ver o ex-vocalista da que foi a melhor formação do Deep Purple na minha opinião, É e SEMPRE SERÁ UM IMENSO PRAZER.
E os petardos continuam com todos em uníssono cantando “Love Ain't No Stranger” e a balada mais conhecida “Is this love” marcando Doug Aldrich como um solista excepcional, valor este demonstrado com mais destaque no “duelo” de guitarras com Reb Beach vindo logo mais. O batera Brian Tichy fez um animado solo onde por um momentos se desfez das baquetas e sentou a mão literalmente no seu instrumento. As canções do novo disco “Forevermore”, principalmente a faixa titulo, funcionaram perfeitamente ao vivo. “Here I Go Again” em seguida e “Still Of The Night” provocando as cordas vocais do nosso herói deixando o refrão com nossos amigos das 6 cordas.
Por ser a banda de abertura pudemos apenas degustar desses poucos sucessos (Ainda tivemos uma finalização “meu antigo emprego” com Soldier of Fortune “ e “Burn / Stormbringer “ambos do DEEP PURPLE ) sendo que muita coisa, mas muita coisa mesmo ficou de fora e a duvida se esse grandioso grupo ainda tem lenha pra queimar, lembrando que o show de 2008 no Credicard Hall, cujo presenciei quase com lágrimas nem de longe foi lembrado nessa noite. Mas Whitesnake faltou ser genial nessa noite, faltou.
Muda se o cenário e eis que os notáveis senhores do Judas Priest já começam arregaçando com “Rapid Fire” seguida de “Metal Gods”. Halford menciona que o Priest está de volta com palco montado com correntes, fumaça, jatos de fogo; telão com as capas de alguns dos álbuns da banda; jogo de luzes sensacional; e com o mesmo trajando suas inúmeras jaquetas e capas, de acordo com a canção que ia sendo tocada. Destaquemos como Rob estava serelepe esta noite. Agitou como a muito tempo não se via, todos estavam nitidamente prazerosos por estarem fazendo este grandioso show pro público brazuca (Sem dizer que o som estava ótimo e de qualidade impecável!)
Com K.K. Downing fora especulou se muito como se sairia Rick Faulkner, seu substituto. E não é que o moleque mostrou se apto ao cargo?! Carisma, talento ímpar e até em meio a um solo, não me lembro de qual som, tocou um trecho do hino nacional, excepcional!!
O set list abordou toda a carreira do Priest, algumas canções a muito não executadas, falando por cima, a mais de 20 anos. ”Heading Out to the Highway “, “Victim of Changes” e ” Never Satisfied (esta do seu estreante álbum e creio eu nunca executada ao vivo) fez este que vos fala sentir que esse era o verdadeiro espírito que faz a música fluir com a paixão necessária, canções com décadas de existência soando pesadas e com feeling impressionante. Não faltaram as lindas baladas suaves como a voz de Halford pra este estilo de canção, “Diamonds and Rust” e “Beyond the Realms of Death” mostraram a versatilidade do grupo. “Turbo Lover” e “The Sentinel” mostraram a faceta 80´s que a banda migrou na ocasião causando estranhamento de uns e mais amor de outros nos idos dessa década.
“Breaking the Law” Rob NEM CANTOU. Arena Anhembi TODO prontificou se a cantar este que é seu maior sucesso deixando todos os músicos estarrecidos e esbanjando um sorrisão de orelha a orelha com tal devoção do público. A sequência a seguir foi de tirar o fôlego: “Painkiller”,”The Hellion/Electric Eye”, a tradicional Harley e Halford com ar de “fuck yeah” na fantástica “Hell Bent for Leather” e “You've Got Another Thing Comin'” pra fechar a noite. No bis os velhinhos ainda mandaram “Living After Midnight” no que rendeu o total de quase 2 hrs e meia de show (!!!!)
Uma noite memorável pra quem curte boa música e a certeza que esses nobres senhores que tanto contribuíram para que esta cena tivesse tal longevidade marcaram pra sempre seus nomes e continuam chutando as bundas de bandecas que se auto intitulam rock. Meu medo é...até quando? Daqui a dez anos não sei oque será de nós, sinceramente.
By the way...Obrigado pela noite magistral Whitesnake e Judas Priest!!
A.V.
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